segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Resposta para 20 Coisas que os Homens não Gostariam de Saber sobre Relacionamentos

Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista e liberal. A moda atual é a desenibição e o combate aos preconceitos e moralismos que envolvem o sexo. Em especial, a luta agora é para que as mulheres possam, falando em português bem claro, dar à vontade, para vários homens, para quem quiser. Acho ótimo, para as pessoas que gostam disso (sexo sem parceiro fixo), pois isso é uma questão particular delas, e, portanto, deve ser respeitada. Só que eu não consigo entender o que leva essas pessoas a agirem assim. 

Mas por qual motivo resolvi falar disso hoje? O motivo da escrita deste post foi a minha leitura do seguinte post http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/01/03/coisas-que-os-homens-nao-gostariam-de-saber-sobre-relacionamentos/ . Decidi dar meu pitaco, ainda que saiba que muitos de vocês vão me achar brega, meloso, tonto, ou coisa do tipo.

Resposta para 20 Coisas que os Homens não Gostariam de Saber sobre Relacionamentos
Tenho para mim que o verdadeiro amor é aquele onde nos reservamos, encontramos a pessoa certa (e definimos que a pessoa é a "certa" por algo muito mais complexo do que ficar fazendo "test-drives" achar). Esse post simplesmente me surpreendeu e assustou, pois, além de discordar amplamente do que é escrito, vejo que a maioria dos comentários apóia o que é dito, ou seja, eu é quem estou pensando diferente. Aquilo parece ser realmente o que a sociedade pensa.

Deste modo, gostaria de responder ao post em questão, ainda que eu já assuma ser parte da "minoria" que pensa diferente sobre o amor.

1. As amigas delas também as convidam para baladas. Inclusive as solteiras. A decisão sobre ir ou não é sempre dela.
Isso vai depender das amigas que ela tem. Se é uma mulher de respeito, anda com amigas de respeito, que não farão esse tipo de convite. Em todo caso, uma boa namorada ou mulher irá negar, sempre.

2. Mulheres gostam de detalhes – e contam a maior parte das coisas para as amigas. Inclusive sobre o tamanho do seu membro.
As mulheres gostam de detalhes, mas não é do tamanho do seu pênis que elas mais vão se lembrar ou se importar. Seu sorriso, seus dentes, sua boca, seus modos, o modo como a trata e demonstra seu amor, com toda certeza tem importância cem vezes maior.

3. As mulheres mentem melhor do que os homens. Se você está se achando o homem mais esperto do universo, transando com outras mulheres enquanto está namorando, é bem provável que ela esteja fazendo o mesmo.
Uma boa resposta para isso seria dizer: "se você está fazendo isso com a sua namorada, merece o troco". Só que eu quero ir mais longe, aliás, quero ir na raiz do problema: Se você está namorando, por que raios precisa transar com outras mulheres? Se você não se basta com uma, então pare de ser covarde e seja solteiro. Até porque sua namorada não merece as DSTs que você irá transmitir para ela, e nem o péssimo namorado que é você. Isso também vale para as mulheres que traem seus maridos.

4. Mulheres gostam de atenção e companhia. Por isso são rivais dos video games que te hipnotizam por horas.
Ok, concordo, ainda que ache que isso ocorre de maneira natural (simplesmente não há interesse em jogar quando se está do lado dela; ou se há, ela também, por amar seu parceiro, permite que ele jogue sem cobrá-lo ou pensar em trai-lo só por causa disso).

5. Ela não ficou chata depois que vocês casaram. Ela sempre foi assim – foi você que não a observou com cuidado.
Ok, nada a comentar

6. Você não é a única pessoa que pode fazê-la feliz.
Posso não ser, mas é bom e não há nada de errado em ela pensar isso (e você pensar o mesmo dela). Isso é uma das chaves para a fidelidade. Ficar sempre pensando que há outra opção é um dos motivos para a infelicidade dos casais, que ficam com vontade de experimentar outra pessoa, em vez de resolver seus próprios problemas.

7. Ela finge que não liga, mas adora quando você a insere nos seus planos futuros.
Ótimo, mas a minha namorada não finge que não liga; ela liga e demonstra isso.

8. Ela volta e meia questiona se vale mais a pena ficar solteira ou comprometida com você. Suas atitudes diárias determinam a escolha.
Todos fazem isso. Mas ocorre, mais uma vez, de maneira natural. Do modo como o texto é escrito, parece que a todo momento a mulher está querendo terminar ou trair, e você precisa ficar evitando isso.

9. Mulheres querem ouvir detalhes. Quando te perguntam se estão bonitas, elas queriam ouvir de volta: “Hmm…deixa eu ver, dá uma volta. Uau, esse vestido ficou lindo em você. Adorei também seu cabelo desse jeito. E esse sapato novo? Te deixou bem charmosa. Vem aqui me dar um beijo, minha gostosa.”
Acho que o primeiro de tudo é a sinceridade; não fazer elogios forçados, bajular, etc. Mas no geral este item não tem muita importância em relação ao que quero discutir no texto.

10. Ela sempre vai lotar o banheiro com potes, cremes, certinhas, secador, sabonetes, etc. Difícil lutar contra isso.
Ok, seguindo adiante.

11. Tem dias que ela está muito mais afim de uma boa conversa, de um carinho e de um chocolate, do que de sexo.
Ótimo! Isso é verdade, e é necessário para todo relacionamento. Nenhum relacionamento é baseado somente em sexo; é bom ter momentos de alternância, tanto para não enjoar, quanto para tornar todos os tipos de sensação interessantes e especiais. Muito sexo torna tudo banal. Muita melação torna tudo muito grude. Equilíbrio faz os dois não perderem a mágica.

12. Tem 3 coisas que as mulheres sempre vão esperar de vocês: lealdade, atenção e sexo gostoso. O não cumprimento de alguns dos 3 itens vai fazê-la pensar em buscar alguém melhor para ela.
Se a sua mulher te ama, o sexo vai ser gostoso, mesmo que você não tenha muito jeito para a coisa. O sentimento vale muito nessa hora - principalmente para ela. É preciso parar com essa bestialidade de culto pela performance sexual, como se isso fosse a única coisa importante.
Do modo como o texto é escrito, parece que uma mulher trairá ou largará do homem caso ele a ame de verdade, trate com respeito, seja carinhoso, romântico, mas não seja bom de cama. É um absurdo! A maioria das mulheres apaixonadas sequer dá esse tamanho de importância para o sexo - e os homens idem, por incrível que pareça! - A grande verdade é que mais vale a pessoa com quem estamos, do que a perícia, tempo, técnica ou posição. E também precisamos lembrar que um casal que se ama terá paciência e cumplicidade para descobrir, aos poucos, o que mais agrada cada um dos lados quando se trata de sexo.

13. Uma mulher bem servida olha os outros homens na rua como arquitetura. A mal servida vê os outros como oportunidade.
Isso é uma generalização que rebaixa as mulheres; aliás, rebaixa o ser humano. É lamentável que exista pensamentos assim, e é lamentável que existam pessoas assim; que agem como cachorros no cio, onde se ainda não copularam, entram em modo "scanning" e procuram um parceiro o dia inteiro. Conheço muitos solteirões, baladeiros, pegadores, que ficam com muitas mulheres, e nem por isso ficam procurando mulher na rua o tempo inteiro; idem com mulheres. Há mais coisas para se fazer, não?

14. Trair por não saber o que ela está fazendo não é um jogo justo e diz muito sobre o seu caráter. Seu caráter não pode variar de acordo com a pessoa com quem lida. Isso só acontece com os que têm falta dele.
E provavelmente o caráter de quem sugere as coisas desses itens acima é bastante questionável.

15. Garotos de programa não costumam ser muito procurados pelas mulheres, mas não se esqueça que, para elas, conseguir sexo é muito fácil. E nem precisam pagar por isso.
Mais uma vez aquilo... parece que (todas) as mulheres estão desesperadas por sexo e vão fazê-lo o mais rápido possível. O que é isso? Que animalidade é essa?

16. Não foi ela que cansou de fazer sexo com você depois de alguns anos de namoro. É você que transa com ela do mesmo jeito desde que se conheceram.
Parece que para esse casal do item 16, a única coisa importante no namoro é o sexo, não é? 

17. Se ela te presenteia sempre com uma roupa pode ser um sinal de que você está se vestindo mal. Dê uma geral no seu guarda-roupas para não perder sua namorada para um estiloso qualquer.
Se ela te presenteia sempre com roupas que não fazem o seu estilo, ela está tentando impor um estilo que ela gosta, e que não agrada você; automaticamente, ela não está respeitando o seu estilo, e isso não é algo bom. A pessoa já deveria saber e aceitar o seu estilo de se vestir antes de namorar contigo. Agora, perder a namorada para um estiloso qualquer? Mas que porcaria é essa? Qualquer motivo bobo já é suficiente para que ela largue o namorado??

18. Ela frequentemente imagina se seria melhor namorar um amigo seu do que você.
E eu frequentemente imagino se não seria melhor você calar a boca. Desculpem, leitores, mas já estou perdendo a paciência.

19. Ela já gozou pensando que estava em outra situação, com outra pessoa. Fantasia não é traição.
Não é traição; mas se você sente mais fantasia com outra pessoa, pode ser que não esteja mais amando a sua.

20. Se sua barriga de chopp aumenta a cada mês de namoro, a vontade que ela tem de transar com você diminui na mesma proporção.
Como se todas mulheres fossem visuais e enxergassem seus maridos apenas pela casca, e não pelo interior. Ah, meu Deus do céu, como podem existir pessoas assim? Que porcaria de mundo é essa em que vivemos? Não sou gordo, mas certamente não sou nenhum cara bonitão. E a minha namorada sente atração pelo que sou, pela afinidade que temos, e não pelo meu físico. Idem eu com ela. Apesar de eu achá-la muito sensual e bonita, continuaria tendo o mesmo tipo de atração caso ela ficasse gorda, pois é ela que eu amo, e é com ela que sinto vontade de fazer as coisas.

Bom pessoal, a minha opinião é essa. É lamentável este texto, pois ele transmite a impressão de que qualquer deslize ou falha, ainda mais no campo sexual, é suficiente para que sua mulher o traia ou termine com você. O texto faz a gente pensar que todas as mulheres estão no cio, loucas por sexo, e não vêem nada na relação além disso. Também pode servir para o homem. Enfim, faz parecer que toda a relação é baseada em uma coisa: performance sexual; satisfação sexual. Foda-se o amor. É isso que está impregnado nesse texto, e que eu condeno, ainda que não seja ninguém para ditar regras ou valores morais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Se eu fosse psicanalista...

Eu gostaria de ter maiores aspirações para a psicanálise e/ou ser alguém renomado na área, para fazer um estudo sobre dois intrigantes sentimentos de que tenho notícia: o sentimento que denomino de "cospir no prato em que comeu" e o sentimento de "eu era feliz e não sabia".

Apesar das denominações pouco técnicas, que retiram a seriedade deste artigo, estes fenômenos realmente existem, e são muito humanos.

Para começar, vamos tratar do sentimento "cospir no prato em que comeu". Para definir mais tecnicamente, vamos definir que: "Cospir no prato em que comeu significa falar de maneira negativa (falar mal) da sua condição anterior, em especial material, quando uma nova - e teoricamente melhor - é alcançada."

É muito comum ver as pessoas se desfazerem de muitas das coisas que lhes foram importantes, quando obtém alguma melhor. Por exemplo, se fulano tinha um automóvel X, adorava ele, mas depois comprou o Y, automaticamente todo o valor de X é esquecido, e, dependendo da superioridade de Y, X pode até mudar na história, tendo sido um automóvel que nunca trouxe satisfação ao seu dono. Da mesma forma, se beltrano estudava na universidade A, e passou na universidade B, que é melhor, ele automaticamente esquece o valor da primeira.

Isso é normal para o ser humano. É comum agirmos assim, pois como o contexto muda, nossos instrumentos para julgar e os valores que damos às coisas também acompanham isto. É por isso que muitas pessoas que eram pobres, quando tornam-se ricas, perdem a simplicidade e já não conseguem mais fazer as coisas que antes faziam (pegar ônibus, comer em locais mais simples ou coisas do tipo).

Apesar de normal, esse sentimento é danoso, pois ele altera a memória. Sim, a memória não é estática, ela está sujeita ao contexto. Uma situação X nunca muda, mas na cabeça de uma pessoa, ela pode ser vista em um momento de um modo, e em outro, de maneira diferente (ex: briga de filho com os pais. Na memória curta, o fato foi que os pais foram maus com ele. Depois de um tempo, o mesmo acontecimento é interpretado de outra forma, como por exemplo, o fato de ele ter sido mau com os pais, ou ter sido injusto, etc).

Desta forma, é muito importante que não percamos a simplicidade e não deixemos de dar valor às coisas que já fizeram parte de nossa vida e hoje já não fazem. É muito interessante observar que existem pessoas que agem assim. Conheço muitas pessoas que hoje possuem um carro importante caro, mas lembram-se com felicidade do fusquinha que tiveram anteriormente, enquanto outras pessoas simplesmente debocham de seus passados.

Esse sentimento é ainda mais danoso porque quando subimos, a queda pode ser maior. Quem mantém a simplicidade, previne-se contra isso. Quem não mantém, cai no problema do "eu era feliz e não sabia", que basicamente é quando não valorizamos mais algo que temos, e quando perdemos, reconhecemos seu valor.

O mesmo fulano que trocou seu carro X pelo Y, quando perder o Y e ficar a pé, voltará a se recordar bem do X, dizendo que desejava mil vezes. Pior ainda é quem só cai, sem ter subido. Ou seja, quem tinha o carro X, não era satisfeito com ele (e nunca foi) e o perde.

Após estas rápidas e superficiais reflexões, o ponto onde quero chegar é que devemos domar o nosso consciente, de forma a que ele esteja preparado para identificar momentos onde estamos insatisfeitos com o que temos, ou estamos satisfeitos e desvalorizamos o que tinhamos, pois estas coisas, além de fazerem-nos muitas vezes perder a simplicidade, o que é algo que empobrece o espírito, podem ser danosas por corrermos o risco de cair e sentirmos ainda mais essa queda.

É importante sempre sermos gratos pelo que temos e pelo que tivemos. Não é porque hoje está melhor do que ontem, que devemos desprezar o passado. O passado constituiu o nosso presente, e, se estamos melhores hoje, é porque passamos pela fase teoricamente pior, que foi o passado.

Vamos domar estes sentimentos para que possamos viver felizes, sem a cólera que a soberba nos causa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Por que a escola demora tanto para mudar?

Muitas pessoas, incluindo professores e educadores, reclamam que a escola é atrasada, que muda devagar, e que isto é ruim. Concordo totalmente com isso, porém, não acho que a culpa seja da escola e/ou do governo, ou seja, não estou aqui para criticar, mas sim, para refletir com vocês, e tentar entender o motivo disto. Acredito que críticas, em especial no ambiente da educação, política (consumismo, capitalismo, governo), entre outras, já viraram um tanto clichê. Todos se acostumaram a falar mal, mas não percebem que muita coisa não muda porque realmente não é possível. Nem sempre é verdadeira essa paranóia de falta de vontade, controle, maldade, dentre outras coisas, por parte do governo.


Primeiro devemos lembrar que o currículo da escola tenta ser único num país grande como o nosso, ou seja, ele tenta ensinar a mesma coisa, seja onde for, tendo muitas vezes que ignorar fatores regionais, para que seja "justo" posteriormente (para qualquer pessoa do Brasil poder prestar USP, UNICAMP, pois se houvesse matérias locais, não daria para que mora longe delas, prestar o vestibular). Por exemplo, seria importante aprender a história de sua cidade, mas e aí? Como faria um cidadão da Bahia, que estudou a história de Salvador, para prestar a USP, que cobraria a história de São Paulo em seu vestibular?


Além disso, devemos nos lembrar de que o currículo está submetido a uma cultura. Por exemplo, os homossexuais não compreendem que não basta chegar e colocar conteúdo "anti-homofobia" no curriculo e pronto. Há maioria religiosa e cristã no país, da qual condena o homossexualismo. Com tantos pais religiosos pelo país, colocar conteúdo anti-homofobia não é uma tarefa fácil.


Há outros exemplos, como o ensino do criacionismo, religião etc., estes nos mostram que quando agradamos um, desagradamos outro. E tem missão mais difícil do que agradar à todos? Não creio que exista. O pior ainda é quando o governo ou a escola cede para um (por exemplo, aceita ensinar uma cultura X, como a africana), logo aparecem outros também querendo o mesmo. Ou seja, todos querem um pedacinho lá, e quando um consegue, o outro quer também, deixando todos em uma saia justa.


Existem ainda outros fatores que prendem o currículo da escola: Dinheiro (pagar professores para x matérias), quantidade de horas de aula por dia, condições estruturais (existem escolas que tem sala de informática e escolas que não. Por conta disso, o currículo acaba não propondo aulas de informática e aulas na sala de informática, para não ser injusto (unfair) com as que não tem).

Desta forma, fica claro que é muito fácil criticar o currículo, o governo, as autoridades, mas, compreender os reais motivos, refletir um pouco, e procurar ajudar, isso ninguém faz.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fuçar no Orkut ou Facebook

Fuçar no orkut e/ou facebook de alguém, é uma grande ilusão. Você não vai descobrir nada sobre alguém que ela não tenha estrategicamente selecionado para que você descobrisse.

Resumindo: Se você se acha esperto(a) por fuçar no orkut ou facebook de alguém, está enganado(a), pois na verdade está apenas conhecendo a imagem que a pessoa quer que você construa dela!

É para isso que servem estes espaços. Para ser o que não somos. Para o rabugento na vida real, dar uma pinta de cool por aqui. Para o arrogante, dizer que é humilde, ou para o humilde fingir ser rico. Para o feio parecer bonito e para o bonito parecer extraordinário.

Exemplo prático:

Fulano coloca fotos e comunidades que mostrem que ele é bonitão, rico e pegador, mas na vida real, não é. Ele o faz de propósito, para parecer que está dando uma de humilde e que esconde esse segredo dos outros.

Fulana, se achando muito esperta, "descobre" todas as coisas escondidas no Orkut do fulano, e fica impressionada com o grande segredo que ele escondia.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pare de receber SPAM

O SPAM, que é o tipo de mensagem indesejada (propagandas, correntes, links fraudulentos, vírus etc) é uma realidade da nossa vida moderna.
Todos os dias, é comum que recebamos mais SPAM do que e-mails legítimos. Porém, há como melhorar esse quadro; é disso que falarei hoje.

Seguem algumas dicas para minimizar as possibilidades de SPAM:

1-Pare de divulgar seu e-mail
Pense no seu e-mail como um número de telefone. Você certamente não divulgaria seu telefone em todas mensagens que posta na internet, não é mesmo? então para quê você divulga seu e-mail?
O principal método que os "spammers" utilizam para acharem o seu e-mail, é justamente procurar, através de um sistema automatizado (robot), e-mails espalhados em sites pela internet.
De agora em diante, quando for comentar algo em algum site, faça utilizando um e-mail secundário, descartável, ou até mesmo falso. Não divulgue o seu e-mail verdadeiro.

2-Não clique, de forma alguma, em algum SPAM
Clicar em algum SPAM, mesmo que seja por curiosidade, pode confirmar ao spammer que o seu e-mail existe. Você pode abrir a mensagem de SPAM (pois os programas gerenciadores de mensagem e os webmails bloqueiam as imagens). Você só não pode clicar em algo da mesma.

3-Não assine listas e abaixo assinados
Abaixo assinado para mudarem uma lei? Corrente de insatisfeitos com o uso de couro animal em roupas? corrente de pessoas preocupadas com o aquecimento global? Esqueça tudo isso! Abaixo assinado via e-mail não existe! Muitos spammers criam abaixo assinados como esses justamente para capturar emails. Além disso, estes emails são tão comuns que muitas vezes, mesmo quando não são feitos com essa intenção, acabam por chegar nas mãos de um spammer.

Por fim, há outro motivo para não assinar: Os emails não são passados em sequência. Se eu encaminho minha lista com 150 nomes para 10 pessoas, todas as 10 vão assinar no número 151. Ora, como podem haver dezenas de pessoas com o mesmo numero? Isto é porque não é centralizado; a lista fica vagando por aí, em diversas versões! Ou seja, tempo perdido, e seu e-mail divulgado

4-Não envie emails legais para seus amigos
Não envie emails "bacanas" para seus amigos. Use o facebook ou orkut para isso; ou ainda, um segundo email, descartável. A razão é simples: Eles irão encaminhar para os amigos deles, que encaminharão para outros amigos, e, lá no meio da mensagem, está seu email. Uma hora isso chegará a um spammer; seja pelo próprio encaminhamento, ou seja por alguma das pessoas da corrente que possua o PC infectado por um vírus.

5-Dá para se descadastrar da lista de e-mails de diversas correntes. Sério.
Muitos dos SPAMs possuem um link para descadastramento no fim da mensagem. Entretanto, muitas pessoas nunca viram isso, pois nem abrem a mensagem de SPAM.
Se o lixo eletrônico vier de alguma empresa grande, que exista (e não for, portanto, aquelessem remetente ou desconhecidos, vendendo viagra etc.), você pode abrir o email, ir no rodapé, e certamente haverá como se descadastrar da lista. Aliás, é bom que você lembre que provavelmente está recebendo o SPAM porque se cadastrou (muitas vezes sem perceber) e autorizou isso.

6-Há "SPAMs" que podem ser bons. Mas você precisa criar filtros para eles.
"Spams" (note bem que usei aspas, pois são voluntários, você que os aceitou) como os do submarino, lojas americanas, magazine e luiza etc, trazem descontos exclusivos para compras. Não se trata de embuste ou coisa do tipo, como muitos pensam. São descontos reais, pois se você comparar o preço das coisas que recebe em seu e-mail, com o preço delas no site, perceberá que são ótimos.
Eu, por exemplo, comprei o DVD do filme "A Origem", assim que lançou, por R$14,90 com frete grátis, através de promoção do submarino, via e-mail. Pelo site custaria o dobro!
De qualquer maneira, mesmo sendo úteis, estes emails podem irritar. O que você pode fazer é criar uma pasta exclusiva para eles, criar filtros, e fazer com que eles cheguem nela, sem lotar a caixa de entrada, mas sem serem desperdiçados.

7-Use o filtro anti-spam do seu e-mail
Quando vier uma mensagem indesejada na sua caixa de entrada, delete utilizando o recurso de "reportar como spam" ou "reportar como lixo eletrônico", pois isto deixará seu anti-spam mais acurado

Conclusão
Com medidas simples, é possível diminuir muito o spam, chegando a um nível praticamente zero. Como recomendação de serviço de e-mail, recomendo o Yahoo, por conta do recurso de criação de e-mails descartáveis, pois facilita muito o uso da estratégia de "e-mail secundário", mencionada no artigo, já que você pode acessar seus outros e-mails através da mesma conta e login, sem precisar sair e entrar novamente em outro serviço.

Além disso, se me permitem agora fazer um comentário mais pessoal e menos "científico", dos webmails que conheço, o Yahoo é o melhor em termos de atendimento e suporte no Brasil. Já utilizei serviço dos três mais conhecidos (Yahoo, Gmail e Hotmail), e o Yahoo foi amplamente superior na velocidade de resposta do atendimento, com tempo de resposta variando entre 1 e 6 horas, contra dias, dos concorrentes



quarta-feira, 13 de abril de 2011

E se houvesse Liberdade?

Hoje estava indo para o trabalho e pensando como pegar ônibus pode ser cansativo. Logo comecei a viajar sobre o assunto e dar rumos que aparentemente não possuem nenhuma conexão.

Parece ser evidente que não há liberdade e ela é impossível de se obter em sua totalidade. Não é necessário recorrer a grandes autores, pensadores e filósofos. Mesmo que se consiga liberdade "política", "individualidade", etc, há ainda uma série de regras a que somos obrigados obedecer, como a gravidade, a necessidade de se respirar, comer, necessidades fisiológicas, e, aqui vem um ponto chave no meu raciocínio: limitação física, vulgo cansaço.

Fico só imaginando como seria nossa sociedade, nossas vidas, entre outras coisas, caso não nos cansássemos. Imagine só: o homem trabalharia muito mais, ter ainda menos tempo pra família, fazer um zilhão de coisas, provavelmente destruir todo o planeta e muito mais. Pior ainda seria se pudesse voar.

É, pessoal, não me parece exageiro não. Se não nos cansássemos, o que será que aprontaríamos? O cansaço me parece algo fundamental e útil, algo implantado pela natureza para nos forçar a parar, e essa parada parece trazer sempre vantagens. No trabalho, se cansamos, queremos voltar logo para casa, logo, voltar para a família. Ao escrever um livro e nos cansarmos, podemos dar um tempo e refletir melhor sobre o mesmo, e assim, quando descansarmos e voltarmos a escrevê-lo, teremos mais ideias e o resultado final será melhor. No esporte, ao cansarmos há mais emoção e seria até ridículo se o fôlego nunca acabasse. E nas questões relativas a preservação do planeta, também é fundamental, pois o "ritmo de destruição" do mesmo seria muito maior se não ficassemos cansados. Ah, também haveriam menos empregos, pois um mesmo trabalhador daria conta de várias e várias horas.

Ainda bem que não somos livres, e ficamos cansados. O cansaço é o que nos torna humanos, vivos, e não meras máquinas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Por que as crianças e adolescentes não gostam de ir à escola? (I)


Estive refletindo sobre este problema, muito motivado pelas aulas do curso de LA401/402C ministrado pela professora Terezinha Maher e por sua PED, Selma Moura, que tive ano passado, e também pela disciplina "Escola e Cultura", do Profº Antônio Carlos, todos da UNICAMP

Primeiramente, gostaria de dizer que este artigo não tem a gana de resolver o problema, mas sim, de tentar descobrir o motivo. Ainda não tenho sequer graduação e se fosse usar bibliografia neste texto, seria muito pouca, e por isso, admito que portanto, este poderá ser uma porcaria. Mas, tenho algo interessante em meu "currículum", e isto talvez o faça interessante: Já fui aluno "nerd" e já fui aluno do "fundão". Já estudei em classes com maioria de mulheres, passei por oito escolas, estudei com surdos, estudei em bairro rico e bairro pobre. A primeira vez em que fui para a escola foi um dia feliz, e não chorei (acredito que chega a ser raro isso) , enfim, tenho alguma experiência prática sobre a vida escolar.

Vou então, a partir disto, tentar enumerar alguns dos motivos pelos quais acredito que a escola seja chata para algumas pessoas, e inclusive, tentar explicar o motivo de ela não ser chata para outras.

1- É a primeira vez em que fazemos algo obrigados, e mais do que isso, por outras pessoas
A escola é praticamente a primeira coisa que fazemos obrigados, sem controle nenhum. Imediatamente, imagino que você esteja pensando: Mas e quantas vezes, antes mesmo da escola, levamos bronca, somos obrigados a comer, tomar banho, etc? Bom, levar bronca é algo controlado por nós, ou seja, levamos bronca porque fizemos uma ação primeiro. Obrigados a tomar banho? e comer? Sim, mas é rápido, curto, e de certa forma, ainda estamos em certo controle de nossas ações, além é claro, de sermos obrigados por nossos pais.

Mas, e na escola? Além de muitas vezes sermos obrigados a comparecer todo dia , tanto porque não optariamos por ir, se nos fosse dada a chance de escolha, quanto por existirem pais que não motivam ou que não possuem motivos para incentivar, pois a escola que podem dar para seus filhos é "ruim", seremos mandados por um estranho! Sim, a escola é praticamente o primeiro momento em nossas vidas em que somos mandados por estranhos (e talvez o segundo seja o emprego).

Portanto, se não bastasse sermos obrigados por nossos pais, ainda temos que aturar um(a) desconhecido(a) dizendo o que devemos fazer.

Por conta disso, métodos alternativos, coisas bacanas, atividades "lúdicas", me parecem boas alternativas para que a criança não fique com a sensação de ser mandada, até porque não está preparada para isso. Mas, em algumas escolas (já vivi isso), mesmo com crianças pequenas, o esquema de montagem da sala de aula já é semelhante ao de uma sala de ensino fundamental e médio, com todos alunos voltados para o professor, regras exageradas, enfim, um ensino "mecânico".

2- Para alguns, é a primeira vez em que se encontram em contato com um número relativamente grande de pessoas
Sempre existiram, e sempre existirão pais "coruja". É bem possível que, para muitas crianças, principalmente que não fizeram escola desde pequenas, e só entraram lá no "Infantil II" ou "Pré", seja algo impactante estar em contato com tantas pessoas.

Não possuo muitos conhecimentos em psicologia, mas acredito que estas crianças poderão reagir de 'n' maneiras. Quando fiz pré-escola, tinha um garoto chamado "T" que nunca dizia nada. Nem mesmo na chamada. Ele era extremamente tímido, e na época, pensava que ele era mudo, até que um dia vi ele falando com seus pais. Ou seja, ele falava, sim! Provalvelmente era tímido.

Tive (e tenho) pais coruja, e sei como é. Mas, no meu caso, não sofri com ir para a escola, talvez porque praticamente todo dia estava no shopping center, e portanto, acostumado com multidões. Tive uma professora de psicologia na Anhanguera, a Aglay,  que dizia exatamente isso: Shopping e lugares movimentados são recomendados para crianças "socializarem", e no caso de bebês, basta ter atenção com o ruído não ser alto demais a ponto de incomodar (ou machucar) seus ouvidos.

Não chorei ao ir para a escola no meu primeiro dia. Pelo contrário, fiquei feliz, pois além de estar finalmente saindo um pouco de casa, era uma escola interessante, que possuia este comentado ensino "lúdico", que já tinha sido reforçado por meus pais. Eles fizeram questão de dizer que aquela escola, em especial, era diferente das demais.

Mas enfim, neste segundo "item", generalizando um pouco, quero chegar à conclusão de que pode ser um pouco sofrido para quem for tímido.

3- É a primeira vez em que nosso orgulho pode ser ferido e recebemos apelidos
Continuo usando o "é a primeira vez", e de fato, a escola é um lugar de muitas "primeiras vezes".
Estamos lá em casa, paparicados por nossos pais, avôs, pela família em geral, tratados como reis, e acabamos por chegar em um lugar onde acabamos por receber ofensas, apelidos, e, no caso de quem é apressado e já quer logo conquistar alguém (como foi meu caso, com apenas 5 anos. O nome dela era "Piera"), acaba também por conhecer seu primeiro "não", o que pareceria super improvável, pois que garota recusaria o "filhinho da mamãe que é lindo, perfeito e cool"?

Mas voltando aos casos dos apelidos. além de nos impactarem, podem ser irritantes se forem frequentes, o chamado "bullying", e constituir um grande motivo para não ser legal ir para a escola, afinal, fora dela, somos reis, e nela, somos maltratados e não temos "moral" alguma.

4- É um lugar onde podemos nos sentir indefesos
Por estarmos longe de nossos pais, podemos nos sentir indefesos. É importante lembrar que cada pessoa é única, e, portanto, sua experiência de vida é muito subjetiva. Haverão certas pessoas em que não sofreram com isso, pois eram mais fortes e corajosas, enfim, aqueles que eram os "mandões" na época de infância. Há também os que eram mais frágeis, e mandados.

A real é que logo quando pequenos, levaremos nossos brinquedos para a aula, e lá algum outro aluno poderá surrupiar ardilosamente o mesmo. Tá, eu quis fazer piada com essa palavra, mas de fato, outros alunos acabam por pegar seus brinquedos, brincar com eles e não deixar você, que é o "dono", usar! Muitas vezes também os quebram...e aí? Você fica lá, que nem um bobo, implorando para a professora fazer algo. Ah se a mamãe estivesse por perto, nada disso aconteceria...(e lá vai a mãe reclamar disso na reunião de pais, gerando uma briga de adultos, o que é mais vergonhoso ainda).

Mas este sentimento não para por aí, não. Ele continua mesmo quando crescemos. Lembro que sempre existia, ao menos uma pessoa, que era a piada da sala. 

  • Na minha primeira série, era uma menina que a "achavam" esquisita.
  • Na segunda, era novamente uma garota, pois ela jogava futebol, e o pessoal achava ela estranha por conta disso, mostrando o machismo e a falta de tolerância presente lá.
  • Na terceira e quarta foi um garoto que era metido a ser brigão, mas sempre chorava.
  • Na quinta série, era uma garota, e mesmo sendo uma escola estadual, ela era motivo de piada por ser demasiadamnte pobre e ser considerada "burra". Um espetáculo da insensibilidade (e ainda querem que todos gostem de ir para a escola?)
  • Da sexta até a oitava, foram garotos, e os motivos novamente tolos, como por exemplo, um deles era piada porque seus pés ficavam um pouco virados quando ele estava parado, e por isso, o apelido dele era "dez para as duas". Nem preciso dizer que é lamentável, não?
  • No ensino médio isso diminuiu, mas ainda existiu.
Apesar de tirar boas notas e muitas vezes ser chamado de "nerd", recebi alguns apelidos também, mas nunca fui o alvo principal da sala, e um dos motivos era o de que eu tinha muita amizade com o pessoal do fundão,. Essa amizade nascia, sabe de onde? Do futebol. Eu era considerado o melhor goleiro da escola. 
É por isso que estou certo de que as atividades esportivas, se bem conduzidas (explicarei em outro item o motivo de minha observação) realmente integram as pessoas, e me faziam portanto, um "nerd legal". Inclusive eu não era de brigas, mas se alguém me ameaçasse, o pessoal do fundão me protegia, como já chegou a ocorrer.

5- É também onde podem ocorrer traumas
A escola também é um lugar muito propício para desenvolvimento de traumas, e pior ainda, para a continuidade deles, pois como ocorrem longe dos pais, fica difícil detectá-los, e muitas vezes o professor é quem teria que perceber isso, mas não o faz, tanto por incompetência, quanto por excesso de alunos na sala (salas com 40 alunos, por exemplo).

Como fiz uma observação agora há pouco, atividades esportivas são legais, se bem conduzidas. Infelizmente não foi o caso comigo, em certo momento, e sofri com isso.
Sou péssimo para jogar basquete, e infelizmente, o professor teve a péssima ideia de fazer uma atividade, que não recomendo para nenhum outro prof de Ed.Física: Ela consistia em fazer uma fila e acertar a cesta. cada um da fila acertaria uma vez, e sairia dela. A fila que acabasse primeiro, ganhava (eram dois times)

Pois é, chegou a minha vez, e levei tanto tempo para acertar a cesta, que fiz nosso time perder e todos ficarem bravos comigo. Fiquei traumatizado com isso, e não frequentei mais a quadra durante 2 anos, mas o professor, que era um grosseiro, não percebia isso, me dando nota baixa e implicando comigo.

Só voltei a jogar na quadra, quando uma professora mais sensível detectou o problema, me incentivou e me fez perder o trauma, trauma este que meus pais não sabiam, ou seja, quem teve que lidar com isto e me ajudar foi a professora. Sou muito grato à ela por isso. Seu nome era Profª Gláucia, da escola E. E. Profº João Lourenço Rodrigues.

É por isso que fiz essa restrição quando argumentei que esporte é bom. É bom, mas desde que seja bem conduzido.

6- Matérias "chatas"
Bom, este item é simples: Há certas matérias que não nos agradam.
Penso que há duas inconsistências no curriculum de ensino fundamental e médio:

- Há excesso de matérias repetidas. No ensino médio cheguei a aprender muitas coisas que já tinha aprendido no fundamental. Além disso, houve "re-aprendizado" de certas matérias, como por exemplo, no fundamental me ensinaram que não havia raiz quadrada negativa, e depois no médio, aprendi que existe. Ora, se existe, por que não aprendemos uma vez só, e da maneira correta? Ou então, por que ao menos não me disseram que existia, mas não iria aprender naquela ocasião? Acaba virando um festival de contradições!

- Há matérias que muitas vezes não usaremos (probabilidade é algo interessante de se aprender...mas, polinômios? Se não formos estudar exatas, para que usaremos?). Penso que a escola poderia durar menos tempo, e a faculdade mais. Ou então, ao menos a escola ter mais matérias que contribuam para o dia-a-dia das pessoas, uma vez que muitas sairão do ensino fundamental ou médio, e nunca mais entrarão em uma instituição de ensino. Poderiam ter, por exemplo, dicas de primeiros socorros, aulas de direito do consumidor, informática, defesa pessoal, entre outras.

7- Método de ensino
Bom, o método de ensino já é algo amplamente estudado e sabemos que possui certas deficiências, em especial com os modos "decoreba", falta de discussão de um tema em sala de aula, onde o sentido das coisas acaba sendo apenas um, enfim, não me alongarei neste tema, pois é um campo delicado, que não admite especulações. Deixo apenas indicado aqui, para constar. Na própria Unicamp, há muitos professores que estudam isso e poderão dizer melhor do que eu.

Bom pessoal, esta é a primeira parte de meu artigo. Continuarei, assim que puder.